sexta-feira, 31 de julho de 2009

Quanto mais as coisas mudam, mais elas ficam iguais!







Se faz tempo que você não sai para comprar uma
tomada ou plugue, vai levar um susto, pois aquele tipo de
tomadas e plugues que você tem em casa e no escritório
já não estão mais a venda. Desde 30 de Junho deste ano
estes ítens foram retirados do mercado!

Vocês ficaram sabendo da mudança de padrão e das
datas limites? Eu não, e muitos de meus amigos também
não. A enquete que fiz com alguns deles, sem nenhum
critério cientifico e técnico, me diz que ninguém se lembra
de ter ouvido falar no assunto com a relevância que seria
necessária para quetodo mundo pudesse entender o que
esta acontecendo.

Existem mil explicações de porque o Brasil precisa de um
padrão próprio para tomadas e plugues (e o que vem
acompanhando esta padronização, como novos padrões
para instalações elétricas e aterramento). Alguns dos
argumentos me convencem, e muitos não (vejam mais
sobre o padrão em:
http://www.inmetro.gov.br/qualidade/pluguestomadas
/duvidas.asp e http://www.abinee.org.br/noticias/com17
.htm).

Como sou adepto dos padrões abertos, e na falta deste,
sou a favor de usar o que é mais frequente e simples, o
processo de criação de um novo padrão, partindo do zero,
me parece uma aberração. Por exemplo, os nossos
"hermanos" vizinhos, copiaram o padrão alemão e vão
bem, obrigado, usando o "enchufe tedesco", assim como
outros países na Europa que usam a tomada redonda de
embutir (com exceção da Inglaterra, que tem um plugue
de meter medo, pelo tamanho e rudeza dos pinos).

Mas nós já deviamos estar acostumados. Aqui no
PaTroPi, temos o PAL-M para TV a cores, onde mais
tem? Existe PAL, mas o M foi o fruto de um sonho de
uma noite de verão do governo militar. Veja mais sobre
o Sistema PAL-M em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Televisão_no_Brasil

O texto a seguir foi extraido deste artigo: "Em1971 o
governo baixou uma lei determinando o corte da
concessão das emissoras que não transmitirem uma
porcentagem mínima de programas em cores. O sistema
oficial passou a ser o PAL-M, que era uma mistura do
padrão M do sistema NTSC americano, e das cores do
sistema PAL Europeu. O objetivo era criar uma indústria
totalmente nacional, com seu sistema próprio..."

Recentemente, tivemos o novo padrão de TV de alta
definição, que é fruto de outro sonho de uma noite de
verão. Desta vez da Plim-Plim e do seu novo amor, o PT
(mas que moça volúvel esta loira platinada!). O padrão
brasileiro é o padrão japonês ISDB-T, modificado é claro,
nascendo assim o ISDB-TB!. Leia mais sobre o Padrão
de HDTV brasileiro em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Televisão_digital_no_Brasil

Cada vez mais concordo com aquela frase: quanto
mais as coisas mudam, mais elas ficam iguais!

Voltando aos plugues e tomadas, minha preocupação
não é especificamente com o que teremos que gastar
para trocar tomadas ou plugues quando comprarmos
um aparelho novo que vier compatível com o novo padrão
(pior ainda se for um aparelho móvel, pois todos os
possíveis locais de conexão precisarão da agora famosa
tomada exagonal de embutir), ou então se precisarmos
trocar a tomada que vai na parede, quando será
necessário trocar o plugue de todos os aparelhos que
potencialmente se conectam ali. Felizmente as classes
menos favorecidas tem 80% dos aparelhos com dois
pinos redondos, que tem total compatibilidade com a
tomada do novo padrão. Estes 80% só valem como
estatística porque nas contas oficiais não são levados
em conta os equipamentos eletrônicos vendidos a
rodo nos camelódromos, Santas Ifigênias, Galerias
Pajés e Paraguais do Brasil e do Mundo. Quase todos
estes equipamentos vem com os dois pinos chatos do
padrão americanos (com um pino redondo para o
fio terra). Imaginem só a quantidade de gambiaras
que serão criadas amadoristicamentes com restos de
fios, uma vez que a venda daqueles adaptadores de
pino chato (com terra) para pino redondo também
esta proibida. Os riscos vão aumentar, pois será como
trazer para dentro de cada todos aqueles gatos
(conexões clandestinas na rede elétrica). Indo
exatamente na contra-mão da segurança que prega
o novo padrão!

Mas o que me preocupa mesmo é saber quem vai
ganhar, ou já ganhou, a concorrência para adequar
todos os edifícios governamentais ao novo padrão...
Deve ser um dinheiro grosso que vai sair dos nossos
impostos nos próximos 18 meses, e só Deus sabe
onde vai parar. Coisas típicas de um ambiente com
leis obscuras e atos secretos, onde são criadas grandes
oportunidades, abertas só para os ungidos ou
iniciados.

Enquanto isto, lá no Planalto Central... esta rolando
o recesso de meio de ano pois ninguém é de ferro, e
trabalhar o ano inteiro, ainda mais com todo mundo
olhando e comentando, não dá...

Uma coisa puxa a outra...








Este artigo é na verdade sobre software e
padrões abertos, mas como o assunto surgiu
quando meu amigo Eduardo Cupaiolo, CEO
da PeopleSide & The Coaching Office, me
mandou um email sobre o excelente artigo que
ele escreveu sobre a vitória da Seleção Brasileira
de Volei na Liga Mundial neste último Domingo,
não posso deixar de falar rapidamente sobre o
magnífico trabalho que o Bernardinho vem
fazendo nas seleções de volei do Brasil e na
renovação da atual seleção masculina.

Foi uma vitória digna de registro, pois além de
ser o 8º título do Brasil na Liga Mundial, foi
conquistada por uma seleção quase toda
renovada, jogando contra os donos da casa.
Esta jovem seleção, mesclada com alguns
talentos experientes da seleção anterior, ainda
deverá nos dar muitas alegrias!

O Bernardinho é um técnico de sucesso,
exigente, e dono de uma impressionante coleção
de expressões faciais e corporais que divertem
alguns, irritam outros e confundem muitos, sem
falar nos palavrões, que muitas vezes são
capturados pelo audio da transmissão ou por
uma leitura labial facílima.

Eu entendo bem estas reações dele, pois são a
manifestação física da constante busca pela
excelência, pela coisa certa, pelaa vitória, e
pelo sucesso no que faz, para ele e para os que
estão com ele, sem egoismos ou
individualismos.

Ele, Bernardinho, deveria ser técnico de todas
as seleções do Brasil, começando pela seleção
de futebol que precisa mostrar mais atitude!

O Cupaiolo escreve sobre as qualidades de líder
do Bernardinho e faz excelentes observações
sobre como o Brasil ganhou este título fora da
quadra. Para ler o artigo vá até:
http://www.artigos.com/artigos/humanas/
relacionamentos/liga-mundial.-ganhamos-fora-
da-quadra.-6916/artigo/

Como uma coisa puxa a outra, vamos ao
software aberto. Quando o Cupaiolo me mandou
o link, eu não consegui ler, e tentei alguns
recursos, como usar dois browsers, em dois
computadores diferentes, um Apple e outro
Windows, mas não tive sucesso. O problema é
que este site só funciona direito se o browser
utilizado for o Internet Explorer, ou seja, nada
de Firefox ou Safari. Como eu sou fã dos padrões
abertos, esta restrição me deixou frustrado. O
que foi bom, pois reforçou algumas convicções
que eu já tinha sobre o assunto padrões
fechados x abertos, e que gostaria de
compartilhar com vocês:

•Os desenvolvedores de aplicações e soluções
que só usam ferramentas de padrão fechado
ajudam a perpetuar esta situação, pois embutem
no código, instruções que só funcionam em
determinados browsers
Algumas empresas trabalham com o conceito de
exclusão se você não usar os produtos deles. Já
os produtos com padrão aberto trabalham com
o conceito de inclusão, ou seja, todos com boa
intenção são bemvindos. Não conheço qualquer
caso de site desenvolvido para ter
compatibilidade com Firefox, que não
funcionem com outros browsers, já o contrario,
é uma loteria...
Há décadas que sou cliente de empresas que
usam padrões fechados, e acho que muitos dos
produtos delas são imbatíveis, principalmente
para uso corporativo. Como o desenvolvedor
sempre tem alternativas em como construir suas
soluções, estou sempre demandando de meus
times, que evitassem usar ferramentas ou
técnicas que gerem incompatibilidades, pois
temos que garantir a pervasividade das
soluções, principalmente no mundo de hoje,
onde mobilidade é a norma.
•Compatibilidade e portabilidade são áreas onde
não dá para ser econômico em testes, pois uma
solução pode vir ao mundo nati-morta pelas
insatisfações geradas nos primeiros usos. O
investimento em testes, é dinheiro bem gasto.
•Adoro o mundo do software aberto, por
enquanto ainda muito restrito ao meu
ambiente doméstico, onde tenho mais liberdade
para testar outras soluções, no meu laboratório
pessoal. Tem muita coisa legal disponível por ai.
Algumas de forma legal, outras através da
Fraternidade de São Cornélio (que eu não
recomendo).
•Preciso encontrar uma maneira simples de levar
mais softwares e soluções de padrão aberto para
as corporações, mantendo a aderência aos
padrões corporativos ou criando novos, gerindo
o ciclo de vida das soluções e garantindo a
segurança do ambiente como um todo
•Toda vez que falo do assunto, é importante
deixar claro que não deve haver confusão entre
software de padrão aberto com software livre
(grátis). Os pontos em questão são
compatibilidade, interconectividade,
portabilidade,
e funcionamento independente
de plataforma.
•Não podemos desconsiderar que na busca pela
sustentabilidade e inclusão digital/social, quanto
mais barato ou livre for o software, maiores as
possibilidades de dar acesso de forma legal à
muitas outras pessoas ao mundo digital
•Ao contrário do que muitos pensam, adotar
software livre ou de padrão aberto não é uma
forma de manifestar preferências político-sociais
anti-capitalistas. É apenas uma forma de exercer
nossa capacidade de escolher a solução com a
melhor relação custo x benefício para uma
determinada situação

Compartilhe conosco sua experiência com
softwares de padrão aberto ou livres.

Para ler um pouco mais sobre padrões
abertos, software livre, Free Software
Foundation, padrões para desenvolvedores e
dicas de onde encontrar software livre, estes
sites são um bom começo:
http://www.meiobit.com
http://www.alistapart.com/articles/
worldgrowssmall/
http://www.digistan.org/
http://raddevon.com/open-vs-closed-
software-platforms/
http://www.tryanotherangle.org/
http://www.1sd.org/2009/01/16/book-review-
after-the-software-wars/ (livor escrito por um
ex-executivo que deixou a MS)
http://www.usingmac.com/2008/11/12/100-free
-applications
http://tecnopot.com.br/onde-baixar-softwares-
open-source-ou-softwares-livres/#more-1230
http://www.crn.com/it-channel/212501022;
jsessionid=H1EWA53ZMVT3UQSNDLPSKH0CJ
UNN2JVN?pgno=1


PS - neste post, os links não vão funcionar
direto, é necessário cortar e colar no seu
browser. Resolvi deixar como esta, para dar
aqui um exemplo vivo de incompatibilidade
entre padrões. Explico o que aconteceu. Quando
comecei a escrever o texto, eu achei que seria
mais fácil escrever no MS Word e depois colar no
editor do blog, pois haviam muitos links para
incluir
. Como eu estava enganado! Com este
processo eu perdi toda a formatação do texto,
principalmente as quebras de linhas e palavras,
então tive que acertar tudo na unha...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dia do Amigo






Bom dia meus amigos e amigas. Feliz Dia do Amigo!

Faz alguns anos que nesta data, não muitos, talvez uns 10 anos, eu estava na Guatemala a trabalho, quando fui convidado para jantar na casa do CFO da empresa, que iria receber alguns amigos para celebrar o Dia Do Amigo. Como ele também é brasileiro, começamos a falar desta tradição, que para nós aqui no PaTropi não era muito comum, e ele, o Ivan de Barros, me contou que nos países da America Latina em que ele havia trabalhado, esta data era bastante celebrada, e que a família dele havia incorporado também este hábito, que além de agradável por reunir amigos, era mais uma forma de integração com as comunidades locais. Acredito que este é um hábito saudável que está se consolidando em nosso cotidiano, como mais um dos frutos da crescente integração do Brasil com outros países.

Aproveito para compartilhar com vocês este texto do Eistein (1879-1955), que cada vez mais eu admiro, não só como cientista, mas como figura humana exemplar.

Pode ser que um dia deixemos de nos falar…

Mas enquanto houver amizade,

Faremos as pazes de novo.


Pode ser que um dia o tempo passe

Mas, se a amizade permanecer,

Um do outro há de se lembrar.


Pode ser que um dia nos afastemos...

Mas, se formos amigos de verdade,

A amizade nos reaproximará.


Pode ser que um dia não mais existamos...

Mas, se ainda sobrar amizade,

Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...

Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,

Cada vez de forma diferente,

Sendo único e inesquecível cada momento

Que juntos vivemos e nos lembraremos para sempre.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Michael Jackson pagou muitas contas lá em casa!





Com a cerimônia do funeral de Michael jackson que aconteceu na 3a Feira, imagino que agora vá diminuir um pouco a quantidade de notícias sobre a morte e vida, um tanto quanto circense deste fantástico e estranho ícone da música, que beirou o bizarro. Com esta diminuição, me animei a escrever sobre ele. E quem quiser saber o que o título acima quer dizer, tem que ler mais um pouquinho deste post.

Asssim como ele bateu recordes na venda de discos em sua breve carreira artística, Michael Jackson brindou as emissoras de TV, websites, blogs e mini-blogs, jornais, revistas, emissoras de rádio, e só Deus sabe o que mais, com novos recordes de audiência e tráfego. Só para se ter uma idéia, durante a cerimônia do funeral, o tráfego na internet ficou cerca de 10% mais alto do que o normal, sem falar nos seus discos que estão vendendo mais do que nunca, de novo, e suas músicas e vídeo-clipes são os mais baixados na internet (legalmente ou não).

Por falar em vida e morte circense, estranha e bizarra, a cerimônia do funeral dele não poderia ser diferente. Foi transmitido para o mundo todo. O morto talvez não estivesse lá naquele caixão banhado a ouro, com valor estimado em 24 mil dólares. Teve ingressos distribuidos e sorteados, para uma cerimônia realizada em um ginásio de esportes no centro de Los Angeles - o Staples Center. Foi o 3o funeral mais assistido na história, com audiência estimada em 31 milhões de pessoas, sendo batido somente pelo funeral da Princesa Diane, com 33 milhões de pessoas, e acreditem ou não, pelo funeral de Ronald Reagan, com 35 milhões de pessoas. Não é de se estranhar, que os 3 tiveram altíssimos níveis de esposição na mídia. Reagan, que além de presidente, foi ator, a Princesa Diane era o conto de fadas trazido para a vida real (desculpem o trocadilho, mas não pude resistir) e teve sua vida esmiuçada 24x7 nos meios de comunicação, e Michael Jackson, bem, ele foi Michael Jackson.

E para não perder o hábito, até o funeral esta gerando polêmica. A promotora da cidade, a Sra, Carmen Trutanich, que esta lá para defender o povo, anunciou na Câmara Municipal, que irá investigar como os contribuintes da cidade de Los Angeles acabaram arcando com o preço da proteção policial e outros serviços fúnebres (estimados em 1,4 milhões de dólares), em um momento no qual a cidade e o Estado estão sem dinheiro, o que esta gerando uma reação em cadeia dos cidadãos de LA. Como eu queria uma Sra. Carmen Trutanich em cada cidade do Brasil...

Deixando de lado as coisas estranhas, bizaras e polêmicas, as acusações e as absolvições, os filhos legítimos ou não, é importante lembrar que Michael Jackson foi um grande astro da música, dança e vídeo-clipe. Quem não dançou e namorou ao som de Billie Jean, Beat It, Ben, Got To Be There, I'll Be There, Never Can Say Goodbye, Human Nature, Thriller, Happy, Ain't No Sunshine (When She's gone), Say Say Say, The Lady is Mine, entre tantas outras que não me vêm à cabeça? Eu gostava dele, da música dele e de tudo mais. Pena que o Michael Jackson de quem eu gostava mesmo, morreu faz uns 15 anos, mas só vai ser enterrado agora.

Agora vamos voltar a estória de que Michael Jackson pagou muitas contas lá em casa. Como ele bateu todos so recordes de vendas de discos e meu pai sempre trabalhou em vendas na industria fonográfica, fica fácil entender. Meu pai trabalhou, por todo o tempo que posso me lembrar, nas gravadoras que representavam a Motown no Brasil, portanto toda vez que se anunciava um novo disco de Micahel Jackson ou do Jacksons Five, era um período de grande expectativa, pois era sinal de que vinha pela frente uma fase de vacas um pouco mais gordas, em que as contas iam ser pagas com mais facilidade, talvez roupas novas viessem, e quem sabe uma televisão a cores, como aconteceu certa vez.

Para ser justo, o Stevie Wonder, a Diana Ross, o Marvin Gaye e outros astros negros da música pop do elenco da Motown, juntamento com outros artistas brasileiros e estrangeiros, também já pagaram muitas contas lá em casa, Numa época que a vida era mais dura, mas muito mais simples, até mesmo porque eu via a vida sob a perspectiva de uma criança, um adolescente, e a vida era para ser dançada e namorada ao som de Michael Jackson e de todos os outros artistas que meu pai trazia para casa...


PS - Já que falei na Sra. Carmen Trutanich de LA, de ex-presidentes e de figuras eternas, não posso deixar de me lembrar que, enquanto isto, lá no Planalto Central, temos o também eterno, vocês sabem quem, o imortal autor de Marimbondos de Fogo (você já leu?), o Imperador do Maranhão e do Amapá, o rei da televisão e de outros meios de comunicação no nordeste, que juntamente com seu vasto clã, se encastelou nas largas costas do nosso Brasil (veja o excelente post de Toninho de Passira no blog The Passira News em "the passira news": O incrível mundo secreto dos Sarneys)