quarta-feira, 8 de julho de 2009

Michael Jackson pagou muitas contas lá em casa!





Com a cerimônia do funeral de Michael jackson que aconteceu na 3a Feira, imagino que agora vá diminuir um pouco a quantidade de notícias sobre a morte e vida, um tanto quanto circense deste fantástico e estranho ícone da música, que beirou o bizarro. Com esta diminuição, me animei a escrever sobre ele. E quem quiser saber o que o título acima quer dizer, tem que ler mais um pouquinho deste post.

Asssim como ele bateu recordes na venda de discos em sua breve carreira artística, Michael Jackson brindou as emissoras de TV, websites, blogs e mini-blogs, jornais, revistas, emissoras de rádio, e só Deus sabe o que mais, com novos recordes de audiência e tráfego. Só para se ter uma idéia, durante a cerimônia do funeral, o tráfego na internet ficou cerca de 10% mais alto do que o normal, sem falar nos seus discos que estão vendendo mais do que nunca, de novo, e suas músicas e vídeo-clipes são os mais baixados na internet (legalmente ou não).

Por falar em vida e morte circense, estranha e bizarra, a cerimônia do funeral dele não poderia ser diferente. Foi transmitido para o mundo todo. O morto talvez não estivesse lá naquele caixão banhado a ouro, com valor estimado em 24 mil dólares. Teve ingressos distribuidos e sorteados, para uma cerimônia realizada em um ginásio de esportes no centro de Los Angeles - o Staples Center. Foi o 3o funeral mais assistido na história, com audiência estimada em 31 milhões de pessoas, sendo batido somente pelo funeral da Princesa Diane, com 33 milhões de pessoas, e acreditem ou não, pelo funeral de Ronald Reagan, com 35 milhões de pessoas. Não é de se estranhar, que os 3 tiveram altíssimos níveis de esposição na mídia. Reagan, que além de presidente, foi ator, a Princesa Diane era o conto de fadas trazido para a vida real (desculpem o trocadilho, mas não pude resistir) e teve sua vida esmiuçada 24x7 nos meios de comunicação, e Michael Jackson, bem, ele foi Michael Jackson.

E para não perder o hábito, até o funeral esta gerando polêmica. A promotora da cidade, a Sra, Carmen Trutanich, que esta lá para defender o povo, anunciou na Câmara Municipal, que irá investigar como os contribuintes da cidade de Los Angeles acabaram arcando com o preço da proteção policial e outros serviços fúnebres (estimados em 1,4 milhões de dólares), em um momento no qual a cidade e o Estado estão sem dinheiro, o que esta gerando uma reação em cadeia dos cidadãos de LA. Como eu queria uma Sra. Carmen Trutanich em cada cidade do Brasil...

Deixando de lado as coisas estranhas, bizaras e polêmicas, as acusações e as absolvições, os filhos legítimos ou não, é importante lembrar que Michael Jackson foi um grande astro da música, dança e vídeo-clipe. Quem não dançou e namorou ao som de Billie Jean, Beat It, Ben, Got To Be There, I'll Be There, Never Can Say Goodbye, Human Nature, Thriller, Happy, Ain't No Sunshine (When She's gone), Say Say Say, The Lady is Mine, entre tantas outras que não me vêm à cabeça? Eu gostava dele, da música dele e de tudo mais. Pena que o Michael Jackson de quem eu gostava mesmo, morreu faz uns 15 anos, mas só vai ser enterrado agora.

Agora vamos voltar a estória de que Michael Jackson pagou muitas contas lá em casa. Como ele bateu todos so recordes de vendas de discos e meu pai sempre trabalhou em vendas na industria fonográfica, fica fácil entender. Meu pai trabalhou, por todo o tempo que posso me lembrar, nas gravadoras que representavam a Motown no Brasil, portanto toda vez que se anunciava um novo disco de Micahel Jackson ou do Jacksons Five, era um período de grande expectativa, pois era sinal de que vinha pela frente uma fase de vacas um pouco mais gordas, em que as contas iam ser pagas com mais facilidade, talvez roupas novas viessem, e quem sabe uma televisão a cores, como aconteceu certa vez.

Para ser justo, o Stevie Wonder, a Diana Ross, o Marvin Gaye e outros astros negros da música pop do elenco da Motown, juntamento com outros artistas brasileiros e estrangeiros, também já pagaram muitas contas lá em casa, Numa época que a vida era mais dura, mas muito mais simples, até mesmo porque eu via a vida sob a perspectiva de uma criança, um adolescente, e a vida era para ser dançada e namorada ao som de Michael Jackson e de todos os outros artistas que meu pai trazia para casa...


PS - Já que falei na Sra. Carmen Trutanich de LA, de ex-presidentes e de figuras eternas, não posso deixar de me lembrar que, enquanto isto, lá no Planalto Central, temos o também eterno, vocês sabem quem, o imortal autor de Marimbondos de Fogo (você já leu?), o Imperador do Maranhão e do Amapá, o rei da televisão e de outros meios de comunicação no nordeste, que juntamente com seu vasto clã, se encastelou nas largas costas do nosso Brasil (veja o excelente post de Toninho de Passira no blog The Passira News em "the passira news": O incrível mundo secreto dos Sarneys)

5 comentários:

  1. Oi Varela, adorei este teu artigo que propõe uma significativa reflexão da vida sob vários pontos de vista. Parabéns e sucesso !!!

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  2. Olá Marcelo,

    Obrigado pela visita e pelo encorajamento em continuar escrevendo.

    Um grande abraço,

    Carlos A Varela

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  3. Varela, quanto tempo !!!!

    Adorei este seu blog!!!! Você deveria escrever mais. Muito legal mesmo!

    Beijo Dani

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  4. Oi Dani, obrigado pela visita ao blog e pelo encorajamento para eu escrever mais. Vou fazê-lo, pois além de tudo me dá um prazer enorme.

    Volte sempre e mantenha contato.

    Beijo,

    CAV

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  5. Carlos, adorei o seu estilo, consegue através da escrita fazer um misto de drama, mistério, política, corrupção, biografia e até autobiografia e tudo isso com humor!!! Êita versatilidade

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