






















Este primeiro dia (17/08/2010), foi o mais besta de toda a viagem. Além de ter saido mais tarde do que o planejado de Porto Alegre, eu ainda estava na expectativa de fazer uma viagem de 2 dias, e com isto perdi muitas chances de aproveitar mais esta parte do litoral.
Ao sair de Porto Alegre tomei a primeira decisão que iria me levar para uma viagem mais longa, mas muito mais agradável. Ao inves de pegar o caminho pela serra gaúcha, tomei o caminho pelo litora, pois o dia estava lindo e a temperatura agradabilíssima.
Peguei a Freeway em direção Leste até Osório, one parei para tirar umas fotos do Parque Eólico de Osório (1a foto), que fica na beira da Laguna dos Barros.
Pena que este tipo de energia seja tão pouco explorada por aqui. Não sei como é a relação custo/benefício desta tecnologia, mas com certeza esta região litorânea do sul teria muitas oportunidades. Para dar uma idéia da força e constância do vento, eu peguei vento contra por um pouco mais de 50o kilômetros no início da viagem. Como o Jeep tem a aerodinâmica de um tijolo, dá para imaginar o barulho e a resistência que o vento fazia.
Na Freeway paguei o pedágio mais caro da viagem toda! Mas a estrada estava impecável, sem buracos, bem sinalizada e com obras de manutenção, que pareciam ser rápidas e eficiêntes.
Depois do parque eólico, tomei a Estrada do Mar no rumo Norte, rumo que iria me acompanhar prtaicamente por todo o resto da viagem.
A Estrada do Mar é bem peculiar, pois é uma estrada de mão dupla, que passa por uma série de cidades balneário, tem a maior concentração de radares fotográficos da viagem, e é margeada por lagunas e pastos a maior parte do tempo e praticamente não tem acostamento, é barranco de um lado e outro, típico de uma estrada construida em zonas aterradas (2a e 3a foto). Tem várias paisagens que valeriam a pena uma parada fotográfica, mas sem acostamento era muito arriscado parar.
Quando passei por Arroio do Sal, a viagem de 2 dias começou a perigar. Quando ví a placa marrom falando "praias" e "farol", Não pensei duas vezes, peguei a entrada a direita e fui conferir o que tinha por lá.
Fora o farol, que não tem uma arquitetura significativa (formato bem burocrático... 4a foto), encontrei aquela praia típica do sul, aquele mar sem fim e areias longas com dunas, típico de restingas. Para mim, que adoro o mar, é uma solidão acolhedora, me sinto como em casa.
Depois de arroio do Sal fui direto para Torres, que tem aquelas falésias e torres de pedra que dão o nome à cidade (5a Foto). Nesta foto, tem dois caras velejando de kitesurf, impressionante, pois o vento estava bem forte e atemperatura fora da água não passava de 15 graus...
Bem perto de onde a Estrada do Mar acaba na BR-101, fica o morro que tem o Farol de Torres (6a foto).
Torres é a última cidade litorânea do Rio Grande do Sul, e faz divisa com Santa Catarina, o Rio Mampituba (7a foto) separa os dois estados e na praia tem um canal estreito separando os dois estados, do lado de SC é a cidade de Passo de Torres. Lá de cima do morro do farol, tirei a 8a foto, que mostra, meio escondido o canal separando as duas cidades, mas o legal mesmo é que a praia que se perde no horizonte, tem uns 125 km e vai até o Cabo de Santa Marta, em Laguna
Na saída de Torres tomei uma decisão que eu não gostei nem um pouco, tomei a ao invés de pagar o início da Estrada Interpraias para ir até Laguna, onde tem um farol que eu quero muito conhecer (8a foto - tirada da internet). Eu não gostei da decisão, mas acho que foi acertada, porque eu não havia planejado o trajeto, e a Interpraias vira ruas, outras estradas e tem algumas interrupções, além disso ia ficar escuro logo. Uma pena, ou uma oportunidade, que vai ficar para uma próxima viagem.
De Torres segui direto até a Praia do Rosa e Garopaba. Mas confesso que ao chegar perto da Lagoa de Santo Antônio o jeep puxava para a direita a toda hora... Não era um problema mecânico, mas uma tentativa de me levar até Laguna para ver o farol, e eu não fui, mais uma decisão que não gostei. Aquele farol, ao por do sol, devia estar lindo!
Entrei na estrada apra Praia do Rosa e Garopaba, mas estava tudo tão parado, e eu já havia visitado aquele pedaço em períodos do ano muito mais interessantes, que resolvi não ficar, e seguir direto até Florianópolis. Se já fosse Setembro eu ficaria na Praia do Rosa, quando é comum o avistamento de baleias jubarte bem próximas da praia. Algumas vezes as baleias vão alimentar os filhotes entre a praia e a arrebentação, com surfistas pegando onda bem ao lado delas!
Ir direto apra Floripa era uma boa alternativa, porque sabia que alguns quilometros depois ia acabar o pior trecho da BR-101, um trecho em obras interminável, com estradas provisórias horríveis. A impressão que me dava é que eu estava dirigindo nas costelas de uma vaca magra por quase 200 km...
Fazia tempo que eu não ia a Florianópolis entrando pelo continente. Fiquei impressionado pelo tráfego entrando e saindo da ilha, pela quantidade de prédios e como a cidade está cada vez mais bonita. Eu comecei a ir a Floripa na década de 70, mas de barco, para competir na Semana de Vela, aquelas 2 ou 3 semanas por lá eram uma maravilha, e a hospitalidade um pouco açoriana, um pouco germânica tornava tudo mais agradável e fácil para os barcos e velejadores visitantes.
Como eu não queria ficar na muvuca do centro, resolvi is para os lados de Jurerê e Canasvieiras, mas antes dei uma parada num dos restaurantes da Lagoa da Conceição para comer uma seqüência de camarões (hummm... que delícia). Depois que matei o que estava em matando, fui porcurar uma pousada para ficar, mas tinha que ser na beira da praia, tarefa simples naquele pedaço do paraíso!
Como é baixa temporada, haviam vagas, mas muitas pousadas estavam e reforma. Aproveitei apra ir numa que tinha uns 3 outdoors dizendo que estava totalmente renovada. O lugar onde fiquei em Jurerê, e que recomendo, foi o Hotel 7 Ilhas - www.7ilhas.com.br - tudo novinho, bem feio e muito bem localizado na Praia de Jurerê (9a, 10a, 11a, 12a e 13a fotos), quase ao lada da sede oceânica do Veleiros da Ilha. Não me arrempendi da escolha, ou quase, porque o banho estava um pouco errátio, com a água quente indo e vindo, e estava uns 14 graus na hora que cheguei lá, mas encarei, porque a alternativa não me agradava nem um pouco!
No dia seguinte (18/080, que amanheceu nublado, antes de botar o pé na estrada de novo e já convencido que meus 2 dias de viagem já tinham dançado, fui explorar o manjadíssimo pedaço Jurere - Canasvieiras (14a, 15a, 16a, 17a, 18a, 19a e 20a fotos), que continua lindo.
Nos proximos posts vou falar de um trecho do litoral que já vi muito bem, mas de dentro da água, velejando... Visões diferentes do mesmo lugar e com meios de acesso diferentes, mas tão agradáveis quanto. Adoro tudo isto!
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