quarta-feira, 15 de abril de 2009

Burrice natural do ser humano - Pobre do povo brasileiro


Eu havia escrito para alguns de vocês que meus próximos posts seriam sobre L'Aquila e sobre Inteligência Artifícial, mas durante o café da manhã de hoje, tive o desprazer de escutar (e lamentavelmente, ver o vídeo exibido na Globo News) sobre a agressão de passageiros de trem na estação de Madureira no Rio de Janeiro, que é a Cidade Maravilhosa em vários aspectos, mas que padece de uma doença crônica de comando e de falta de vocação econômica, agravada pela saída da capital federal de lá (mas isto talvez seja assunto de um outro post). Portanto resolvi falar sobre um exemplo da burrice (ou ignorância) natural do ser humano.

Funcionários da Supervia, concessionária do transporte ferroviário do Rio de Janeiro, agrediram a socos e objetos semelhantes a chicotes passageiros que tentavam embarcar em um dos trens na estação de Madureira, no subúrbio carioca. As imagens das agressões foram divulgadas nesta manhã pela Globo News. Há três dias, os ferroviários do Rio de Janeiro estão em greve, o que tem provocado atrasos nas saídas dos trens e a superlotação das estações e composições. (fonte: Terra.com/Transito)

Estes funcionários deve ter se inspirado (mal) no exemplo dos funcionários do metro de Tóquio, mas ao invés de usar os métodos firmes e eficientes dos metroviários nipônicos, usaram métodos ditatoriais e violentos (in)dígnos de um país sem punição. Ao invés de usar as luvas brancas usadas lá no país do sol nascente, aqui usaram um colete vermelho e chicotes...

O que será que isto tudo significa? Sensação de impunidade? Superioridade estimulada pelo empregador? Soberba insuflada pelo sindicato que apoia a greve? Pode ser tudo isto, mas no fundo temos sempre a burrice natural do ser humanao, capaz de agir da forma mais primitiva e desreipeitar os direitos mais básicos do convívio social.

As reivindicações dos grevistas são singelas: os trabalhadores reivindicam reajuste de 80% do piso salarial de maquinistas, além do reajuste pelo INPC; adicional de 5% para os maquinistas que fizerem a locução de avisos para a população; adicional de 10% para os maquinistas, a título de produtividade; redução da carga horária semanal de 40 horas para 36 horas para humanizaçãodo trabalho; entre outros. Outra isnpiração internacional, os trbalhadores na França cumprem jornada de 36hs, mas a economia lá é bem diferente da nossa economia Tupiniquim! (fonte: Estadão.com/Cidades)

No caso destas reivindicações, fica claro que burros eles não são. Eu que também não sou burro, nesta história de trabalhar 36hs/semana e ter salário aumentado em 80%, gostaria de poder parafrasear Napoleão: “Je sui Français”.

Enquanto isto, lá no Planalto Central, de onde num passado nada distante saiu a frase lapidar "o problema do transporte no Brasil é passageiro", temos notícia de que a filha de um ilustre parlamentar gastou com ligações telefônicas feitas de celular (pago com dinheiro público) em 3 dias de viagem ao Mexico, mais do que ganha um professor aposentado após 30 anos de dedicação ao ensino fundamental no Pa-Tro-Pi. By the way o parlamentar perdulário, com filha idem, vem daquele estado paupérimo do norte do país, que é filial política de um estado nordestino tão ou mais probre e que já gerou um presidente da república.

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