terça-feira, 28 de abril de 2009

Férias por conta própria e família!


Estou a poucos dias de completar 8 meses de férias por conta própria. Ufa, mais um pouco e vai nascer!


Este período, que é o primeiro tão longo sem uma atividade mandatória desde que entrei no Jardim de Infância na Escola Santa Cruz, lá na Barroca em Belo Horizonte (faz tempo, uns 46 anos), trouxe algumas novidades, como o de ficar mais tempo em casa e conviver com a dinâmica doméstica do dia-a-dia, e fazer com que minha família me tenha por perto por um tempo muito maior do que todos estavam acostumados.


Fora os dias que estive na DBM no Rio e em SP (num outro post eu falo sobre isto), e as idas aos escritórios de head-hunters, fiquei mesmo foi no meu home-office, que fica no sótão da minha casa, ou na filial dele, que fica na varanda do Clube Veleiros do Sul, aqui em Porto Alegre, que tem um WiFi que me permite trabalhar até no cockpit do meu barco. Esta permanência mais longa dentro de casa tem seus efeitos. Segundo a minha esposa, Maria Emilia, com quem estou casado há quase 25 anos, no começo a casa parecia que tinha ficado menor, e olha que lá não temos problema de espaço. Talvez eu seja espaçoso mesmo...


Mas o mais importante de tudo, é que neste período tive tranquilidade e ambiente calmo para estar cuidando do meu processo de busca, definir uma estratégia para minha recolocação e seguí-la. Ainda não aconteceu, mas é só uma questão de tempo, e como sempre digo: no final tudo dá certo, se não deu certo ainda é porque ainda não chegou no final! A tão falada crise, não tem ajudado em nada, nem aqui no Brasil nem nos EUA, que é onde estou focando as açoes da minha minha estratégia. Ainda não fui preterido, mas também ainda não fui selecionado!


Ai alguém pode perguntar, mas como ter calma e tranquilidade por tanto tempo, com um panorama global tão sombrio? A resposta é simples, minha família! Eles tem me dado todo o apoio, carinho e força que necessito, desde o primeiro minuto. Graças a Deus, ao longo destes anos, pude forjar uma familia usando como matéria prima amor, valores sólidos, respeito mútuo, união, mútuo-suporte, esforço, honestidade, espiritualidade e religiosidade, e respeito às familias de origem. Enfim nestes anos todos, foi construido um verdadeiro porto seguro, um local onde podemos ir sem medos e que sempre nos acolherá de braços abertos. Obrigado, amo vocês!


Estou tendo tempo e cabeça para estudar coisas que sempre quis e nunca consegui dar a prioridade adequada, não estou falando de aulas formais, mas estudo por pesquisa de coisas como: gestão de pessoas e culturas, liderança, detalhes das empresas que me interessam, espiritualidade (como isto ajuda a focar, definir o que realmente é importante e relevante em nossas vidas), história antiga, fotografia (ainda estou decidindo se vou tomar umas aulas particulares ou não, pois acho que estou batendo a cabeça no meu limite de competência e preciso de alguém para me catapultar para o próximo nível), uso (adequado) dos eletrônicos que tenho no barco e outros gadgets que comprei e engavetei, e também ler sobre tudo que sempre tive interesse curiosidade e nunca tive tempo de investigar (ou coragem para perguntar). Neste ponto a internet é de uma grande ajuda, tem de tudo, do bom e do pior - um retrato perfeito do nosso mundo.


Estou tendo tempo também para velejar com os meninos ou sozinho (o pôr do sol no Gauíba é estonteante, e velejar em noite de lua cheia é um prazer que eu havia esquecido desde que me mudei do Rio), andar de bicicleta, viajar (estamos mantendo todas as férias programadas desde o ano passado e inventando mais algumas), fotografar, fazer atividades com meus filhos (ir ao cinema na sessão da tarde em plena quarta-feira para assistir Velozes e Furiosos 4, eu nunca tinha feito), andar de Jeep com o Giuliano, etc. etc. Ainda não consegui perder peso, mas tenho uma boa desculpa, desde que entrei em férias por conta própria, também tenho tido tempo para me machucar um montão de vezes, o que me impediu de manter o rítmos de exercícios que eu havia planejado - é a fatal combinação de excesso de peso, falta de preparo físico, o passar dos anos e pensar que ainda se é um menino (pelo menos na cabeça ainda sou). Dá em tombo no asfalto com joelho contundido e cotovelo inflamado, fratura por stress no peito do pé (não me perguntem como, pois eu também não tenho idéia como foi), canela raspada no degrau do barco, que depois inflamou e me obrigou a ficar com a perna para cima, sem falar em coisas menores, que só eu consigo fazer comigo mesmo, desde pequeno.


Este post tinha um enfoque um pouquinho diferente, mas uma troca de emails com o meu amigo Jose Antonio, luso-carioca radicado aqui no Rio Grande do Sul, me fez refletir um pouco mais na abordagem. Os emails que trocamos falavam do papel fundamental das nossas famílias em nos dar tranquilidade e suporte incondicional, nos motivar constantemente e nos virar sempre para o lado positivo das coisas em torno de nós, sempre com muito otimismo e pé no chão (expressão porto seguro é do J.A). Posso dizer que somos afortunados por termos as famílias que temos!


Um outro amigo, que considero um irmão, o Ronaldo Barata, carioca que não sai do Rio de jeito nenhum, e que também tem uma família maravilhosas, tem desempenhado um papel fundamental nestas férias por conta própria, me ajudado muito a calibrar a estratégia de recolocação, pois está sempre me dando uma cutucada para que eu pense fora da caixinha neste processo.


Como gostei de falar deste assunto vou colocando as experiências por aqui, entermeando com outros assuntos. Vou falar um pouco sobre as minhas andanças por ai, mostrando um pouco das fotos que tirei, das experiências que extrai, e mencionando o que é legal e o que é mortal para mim.


Foto tirada da filial do meu home-office no final de um dia de Janeiro (Veleiros do Sul, em Porto Alegre, RS)



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