Começaram nossas férias na região de NY/NJ. Como o tempo não estava nenhuma maravilha, decidimos ficar só pelos lados de Basking Ridge, Bridgewater e Bedminster, região onde moramos por 4 anos. Quando paramos para almoçar e comprar umas pequenas besteiras, voltou ao nosso repertório de conversas um velho assunto: como as coisas são caras ai no Brasil, ainda mais quando e levamos em conta o poder aqusitivo das pessoas.
De repente estamos fazendo (falando) listas de coisas que são mais caras no Brasil do que nos EUA, num esforço vão de encontrar muitas coisas mais caras nos EUA do que no Brasil.
A experiência que temos de viver por aqui nos mostrou que quase tudo é mais barato nos EUA, passando por aquilo que chama atenção dos homens, como: automóveis, gasolina, eletrônicos, passagens aéreas, artigos esportivos, barcos, camisas, livros, ferramentas, revistas especializadas, vídeo games, internet, telefonia, acesso a cultura em geral, video games, etc, e pelo que é atraente para as mulheres, como: casas e apartamentos, eletrodomésticos, utensílios domésticos, cosméticos, supermercado em geral, roupas infanto-juvenis, perfumes, artigos de moda de griffe mundiais, etc.
Já a lista de coisas que são mais baratas no Brasil é bem menor: escolas particulares, saúde (por isto planos de saúde são mandatórios nos EUA), salão de beleza, moveis (há controvérsias sobre este item) e serviços domésticos (empregada, jardineiro, encanador, etc.). A partir dai não conseguimos encontrar mais nada significativo para colocar nesta lista.
Porque será que tudo é tão caro para os brasileiros? Tirando o tamanho do mercado americano, que cria outra economia de escala, e sem querer ser simplista, acho que é porque temos que sustentar uma máquina estatal gigantesca, que ficou faminta por recursos (dinheiro) não só para ela, mas para todo um perverso universo que gravita em torno dela (filhos, afilhados, família, amantes, comparsas, cumpadres e todo tipo de parasita existente). E quem paga a conta somos nós, duplamente, através dos impostos abusivos que comem uma parte significativa de nossos ganhos, e através dos preços também abusivos. Esta combinação leva o nosso poder aquisitivo cada vez mais para baixo, e a nossa economia cada vez mais socialmente seletiva.
Bem e o que tudo isto tem a ver com a foto da terra, como deve ter sido vista pelo Yuri Gagarin pela primeira vez lá pelos idos de 1961? É porque eu não acho nenhum absurdo os US$ 200 mil que o nosso Rubens Barrichello irá pagar por um vôo ao espaço ao lado do estelar Nick Lauda, em vôo da Virgin Airlines, que um dia não duvido, deverá ser a primeira a se tornar StelarLines, pois o seu dono, o Richard Branson é um aventureiro e empresário que parece ter o toque de Midas (que cada vez me convenço mais que é fruto de mentes brilhantes).
Já tem um monte de piadas por aí sobre a ida do Rubinho ao espaço, mas eu acho que é pura inveja, porque ele está na F1 faz tempo, pilotou pela Ferrari, tem dois vice-campeonatos mundias e é um dos brasileiros que já andaram mais rápido no mundo, pelo menos sobre rodas.
O Barrichello com com esta ida ao espaço vai conseguir manter o status de ser um dos brasileiros que mais rápido andou no planeta, e fora dele também. Talvez só perdendo para o Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro, que aparece na outra foto em um dia que fui tiete, e falei para ele que precisava tirar aquela foto pois eu sou de uma geração em que 9 entre 10 garotos queria ser astronauta.
Esta geração pode ter sonhado em ser astronauta, mas com certeza nunca sonhou em pagar os impostos e preços astronômicos que pagamos por tudo!
Fotos:
- A com o Marcos Pontes foi tirado com o meu celular no dia seguinte a uma cerimônia em que ele foi receber uma comenda (é, ele é comendador) e eu estave lá para receber em nome do presidente da empresa em que eu trabalhava. Foi uma das cerimônias mais curiosas de que já participei, um dia talvez fale mais sobre ela.
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