quinta-feira, 14 de maio de 2009

NY, NY - Pés, Carros e Orçamento





Finalmente na 4a Feira o tempo resolveu ser camarada e tivemos um ceu brilhante a tarde e noite toda. Não quero dizer que os outros dias foram ruins, pois foram todos sem chuva, fora o dia em que chegamos, com temperatura entre 8 e 21 graus. O que eu chamo de clima civilizado, tanto para quem está andando pela cidade, como para quem tem que colocar um terno para ir trabalhar.

Por falar em "ir", é curioso, pois NY parece ser a única cidade dos EUA em que o principal meio de tranporte são os pés. Não me lembro de nenhum outro lugar por aqui, onde não se pegue um carro, um taxi, o metro ou bonde para ir de um lugar ao outro, com o carro ganhando disparado na preferência dos americanos, até parece que, anatomicamente falando, o povo americano tem cabeça, tronco e rodas... Realmente, este hábito criado pela necessidade, também contribui para fazer de NY uma cidade bastante peculiar.

Só para confirmar que o carro ganha disparado dos outros meios de transporte vai ai uma observação in-loco. Hoje quando voltávamos de Manhattan para Basking Ridge, vindo pela US-78 por volta das 22hs, ficamos quase uma hora em um engarrafamento causado por uma gigantesca obra de conservação da estrada pós estragos de inverno, em que 3 pistas se condensavam em uma. O engarrafamento foi de umas 4 milhas, e todos os carros que cruzaram por nós, tinham invariavelmente só o motorista. Apesar de todo o stress gerado, só 2 carros passaram pelo acostamento, todos os outros esperavam, e davam a vez, para que todos se juntassem numa fila indiana até o fim do trecho em obras.

Chamei a obra de gigantesca, não por sua grandiosidade ou complexidade, mas por alguns fatores como: trabalho somente noturno (foi a 3a noite que vimos o processo, mas só hoje teve engarrafamento) com holofotes que fazem a noite virar dia; dezenas de máquinas pesadas trabalhando simultaneamente; todas as, poucas, pessoas fora dos veículos de uniforme completo e limpo, já que poucos precisam por a mão na massa, pois o trabalho pesado é feito pelo máquinário; e pelo que mais me impressionou, 13 milhas de cones laranja, inpecavelmente limpos, isolando os dois sentidos da pista, ou seja 26 milhas de cones, sem nenhum improviso com balde vermelho, com uma lampada incandescente dentro, pendurados por fios elétricos de uso doméstico passando por um furo no fundo.

Isto sem falar nas dezenas de placas dando conta do orçamento e da origem dos recursos. Enquanto isto, lá pelas bandas do planalto central, continuamos pagando, entre outras coisas, por despesas de celular e viagens pessoais, incluindo aquelas passgens aéreas que eram depois revendidas, como forma de aumentar os "parcos caraminguás" dos nobres parlamentares...

Fotos:
- Taxis e pedestres na 5a Avenida, tirada do segundo andar do ônibus mais turístico de NY, aqueles azuis ou vermelhos de 2 andares (que raramente tem o 1o andar, pois todo mundo quer ficar lá em cima, onde a vista vale a apena os US$ 45 por cabeça (vale por 48 hs)
- Só dá taxy, os famosos Yellow Cabs, no tráfego da 5a Avenida, visto de cima do Empire State building
- Fila de Yellow Cabs na porta do Macy's, vista de cima do Empire State Building
- Bryant Park cheio de gente no almoço e American Radiator Co Building, vistos do Empire State Building
Todas tiradas em dias nublados ou quando ainda tinha bastante névoa no ar

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