quinta-feira, 14 de maio de 2009

NY, NY - Museus, Ninjas e Samurais












Depois de umas reuniões que tive por aqui, começamos realmente as férias. Parece até que viemos para a maratona de NY, é tanta coisa e gente para ver, lugares para ir, que montamos uma lista de locais interessantes. Parece que tudo se encaixou nesta lista, pois quando moramos aqui, o Gustavo e o Gabriel eram pequenos e não se lembram muito das coisa, e querem rever tudo. Mas a memória é uma coisa prodigiosa, é só começar a estimular que tudo volta, e no caso deles, vem com detalhes que nem sonhamos.

Até agora foi mais ou menos assim:
- um dia inteiro no American Museum of National History (com direito ao filme Cosmic Colisions no planetário). Apesar do estímulo dado pelo filme Uma Noite no Museu, o AMNH precisa de uma revitalização em várias partes, principalmente nas exibições de história natural, onde tudo parece envelhecido, o que na era digital tem um efeito negativo nos vitantes..
- Metropolitan Museum, também um dia interio. O MET é para nós o melhor de todos, com uma variedade de temas e um prédio muito bonito. Por curiosidade, o MET é um dos poucos museus nos EUA, cujo prédio foi construído para ser um museu, do resto, a maioria é reaproveitamento de construções que foram usadas em outras atividades;
- A manhã inteira de passeio no ônibus de dois andares por Up-town e Harlen, este circuito sem descer do ônibus, a não ser quando desembarcamos no Central Park, para ir à fantástica loja de brinquedos Fao Schwarz e almoçar na rua 57, em um restaurante japonês bastante descente
- A tarde inteira no tour de ônibus de dois andares por down-town, com parada no Ground Zero (que energia estranha naquele pedaço) e caminhada magnífica de fim de tarde pelo Battery Park, até chegar em Wall Street. A parte perto do Museum of Jewish Heritage está cada vez mais lindo, com esplendidos decks e observatórios para a Estátua da Liberdade, NJ e Verrazano-Narrows Bridge., fora o design do prédio do museu, que dá um charme adicional àquela ponta de parque.
- Na 2a Feira O Fantasma da Ópera com os 3 filhos, eles não desgrudaram os olhos do palco, não estou certo se foi por conta do jantar que tivemos no Alfredo di Roma (em NY), saboreando o soberbo Fetuccine Alfredo antes da peça, mas acredito que foi por causa do sensacional espetáculo com música envolvente, que se não fossem tão bom, não estaria em cartaz desde 1986, em vários lugares do mundo com sessões lotadas. Vale a pena também, assitir o filme, que tem um elenco inesperado: Gerard Buttler como o Fantasma, cantando com um mix de ópera e rock and roll; Emmy Rossum com 16 anos, como a quase-inocente Christine; Patrick Wilson como Raoul, vindo de musicais em teatro; Miranda Richardson como Madame Giry, que sabe a história do Fantasma; e Minnie Driver, como a temperamental diva italiana La Carlotta.
- Tivemos uma tarde de caça ao Nintendo DSi, quando descobri que pagando com cartão de crédito, cada pessoa só pode levar 1 game, a menos que pague em cash ou use múltiplos CCs, como eu fiz para comprar um para cada filho;
- uma tarde para subir no Empire State e dar uma explorada nos 6 andares do Macy's que fica bem em frente
- almoços e jantares no Alfredo, no Smith & Wollensky (aquele mencionado no filme O Diabo Veste Prada); no Joe's em Short Hills, que tem o melhor clam chowder fora de San Francisco; no The Store, restaurante familiar de Basking Ridge, com comida saborosa e preço mais que acessível (o que se destaca neste restaurante, fora a comida, é o porão, que pode ser visto através de janelas no chão do salão principal. Lá os donos fazem decorações especiais para as datas marcantes, e para cada estação do ano. Agora esta florido como a primavera de NJ). Fora as refeições menos elaboradas no Johnny Rockets e Applebee's.

Passamos oficialmente de 2/3 das férias, e não conseguimos fazer tudo que foi planejado. Acho que vai sobrar o Bronx Zoo e o passeio de bicicleta pelo Central Park se o tempo não ajudar, senão, é capaz de sobrar o Liberty Science Center. Se o LSC sobrar, vamos ter um pequeno motim criado pelo Gustavo, que faz 12 anos no Sábado e quer ir lá, e depois jantar no Ninja. Este restaurante japonês, que fica em TriBeCa, reconstroi um castelo ninja, com garçons que, dizem, aparecem e desaparecem como os ninjas dos filmes que ele tanto gosta. Vale a pena ver o site deles (www.ninjanewyork.com).

Recentemente o Gustavo assistiu comigo e adorou, o filme O Último Samurai, que tem um visual estupendo, e só uma breve aparição dos ninjas, que são surpreendentemente derrotados pelos samurais, e pelo Tom Cruise... O filme é uma adaptação livre de fatos reais (rebelião Satsuma de 1877, a relativamente distante Guerra Boshin de 1868, e no capitão francês Jules Brunet), mas que puxa descaradamente para os americanos (como frquentemente acontece) o papel de principal ocidentalizador do Japão, papel que na verdade foi exercido pelo Reuno Unido, Holanda e França, no século 18. Por sinal, as armas de fogo eram usadas no Japão bem antes de serem usadas no ocidente, mas no começo do século 18 caíram em desgraça por serem consideradas como armas sem honra.

Agora vou me preparar para um dia inteiro entre o Guggenheim, Central Park e MoMa.

Fotos:
- NY - propaganda (DKNY) em parede de prédio na 5a Avenida (vista pré 11/07, pois ainda contém as Torres Gêmeas)
- Gárgolas do Chrysler Building em formato de águias (existem outros em um andar mais baixo, num formato que parece o capacete de Mercúrio, aquele com as asas do lado, ou do deus nórdico Thor, que tinha umas asas mais longas no capacete)
- Chrysler Building ao anoitecer - na minha opinião, o mais bonito de todos
- Empire State Building
- Deck do Battery Park, com o Museum of Jewish Heritage, em formato de pirâmide, ao fundo
- Giuliano no Battery Park Marina, com o complexo do World trade Center ao fundo. As torres gêmeas ficavam logo a direita daquele prédio de vidro em formato de arco.

(Clique nas fotos para ver no tamanho original)

Nenhum comentário:

Postar um comentário